Violência física por parceiro íntimo na gestação: prevalência e alguns fatores associados

Jenny Karol Gomes Sato Sgobero, Lorenna Viccentine Coutinho Monteschio, Robsmeire Calvo Melo Zurita, Rosana Rosseto de Oliveira, Thais Aidar de Freitas Mathias

Resumen


Identificar alguns fatores associados com a violência física por parceiro íntimo na gestação. Estudo transversal, com 358 puérperas residentes no município de Maringá (Paraná), atendidas pelo Sistema Único de Saúde, em que foi utilizado o instrumento World Health Organization Violence Against Women. A análise de associação foi realizada por meio do Odds Ratio OR. A prevalência da violência física por parceiro íntimo na gestação foi de 7,5%, sendo maior entre as multigestas (89%; OR = 6,3; p<0,001). Houve associação significativa da violência física por parceiro íntimo na gestação com não ter religião (OR = 3,1; p = 0,008), ter fumado na gestação (OR = 2,7, p = 0,025) e ter filhos de outro parceiro (OR = 3,4; p = 0,011). Com relação às características do companheiro, houve associação com o companheiro não ter trabalhado durante a gestação (OR = 8,2; p<0,001) e uso de drogas ilícitas (OR = 3,1, p = 0,031). Os profissionais de saúde que atendem no pré-natal devem investigar possíveis ocorrências de violência física na gestação, principalmente em mulheres multigestas, e oferecer atenção multidisciplinar extensiva à família, do planejamento familiar ao cuidado psicossocial.

 

DOI: 10.5294/aqui.2015.15.3.3


Palabras clave


Violência contra a mulher; gestação; saúde da mulher; maus-tratos conjugais; violência doméstica

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