Análisis de la violencia de repetición hacia el adulto mayor en un estado brasileño

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5294/aqui.2021.21.1.8

Palabras clave:

Violencia, maltrato al anciano, reincidencia, notificación obligatoria, monitoreo epidemiológico

Resumen

Objetivo: identificar a frequência de violência de repetição notificada contra a pessoa idosa e sua associação com características da vítima, do agressor e da agressão.

Materiais e métodos: estudo transversal, a partir de dados registrados no Sistema de Informação de Agravos e Notificação sobre a violência interpessoal de repetição perpetrada contra a pessoa idosa no Espírito Santo, Brasil, entre 2011 e 2018. Os dados foram analisados por meio da regressão múltipla de Poisson com variância robusta.

Resultados: a frequência de violência de repetição foi de 50,1 % (IC 95 %: 47,7-52,6). Ter 80 anos ou mais, apresentar deficiências ou transtornos e ter sido violentado por parceiro(a) e/ou filho(a) estiveram associados ao agravo em ambos os sexos. Em homens idosos, a violência foi mais frequentemente perpetrada por dois ou mais agressores e durante o dia, enquanto mulheres idosas foram mais frequentemente agredidas em zonas urbanas.

Conclusões: a alta frequência da violência de repetição e as associações com as características estudadas refletem a necessidade de atenção à pessoa idosa com deficiências ou transtornos e aos possíveis sinais de sobrecarga de cuidadores familiares que podem resultar em situações de violência. Ações que visem à detecção precoce e à adequada assistência às vítimas e aos agressores são importantes para evitar a cronicidade do agravo.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Gracielle Pampolim, Universidade Federal do Espírito Sando - UFES; Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia – EMESCAM

Mestre Políticas Públicas e Desenvolvimento Local. Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Espírito Santo. Professora da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, vinculada aos cursos de Fisioterapia e Medicina.

Franciele Marabotti Costa Leite, Universidade Federal do Espírito Santo – UFES.

Doutora em Epidemiologia. Professora da Universidade Federal do Espírito Santo, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva.

Citas

Orfila F, Coma-Solé M, Cabanas M, Cegri-Lombardo F, Moleras-Serra A, Pujol-Ribera E. Family caregiver mistreatment of the elderly: Prevalence of risk and associated factors. BMC Public Health. 2018;18(1):167. DOI: https://doi.org/10.1186/s12889-018-5067-8

Minayo MCS, Souza ER, Silva MMA, Assis SG. Institutionalizing the theme of violence within Brazil’s national health system: Progress and challenges. Cien Saude Colet. 2018;23(6):2007-16. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018236.04962018

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (Brasil). Manual de enfrentamento à violência contra a pessoa idosa — é possível prevenir, é necessário superar. Brasília (DF): Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República; 2014. Disponível em: https://bibliotecadigital.mdh.gov.br/jspui/handle/192/343

World Health Organization. Ageing and life-course: Elder abuse; 2019. Available from: https://www.who.int/ageing/projects/elder_abuse/en/

World Health Organization. Elder abuse: The health sector role in prevention and response. Geneva: World Health Organization; 2016. Available from: https://www.who.int/violence_injury_prevention/violence/elder_abuse/WHO_EA_ENGLISH_2017-06-13.pdf

Dong XQ. Elder abuse: Systematic review and implications for practice. J Am Geriatr Soc. 2015;63(6):1214-38. DOI: https://doi.org/10.1111/jgs.13454

Acierno R, Hernandez-Tejada MA, Anetzberger GJ, Loew D, Muzzy W. The national elder mistreatment study: An 8-year longitudinal study of outcomes. J Elder Abuse Negl. 2017;29(4);254-69. DOI: https://doi.org/10.1080/08946566.2017.1365031

Yon Y, Mikton CR, Gassoumis ZD, Wilber KH. Elder abuse prevalence in community settings: A systematic review and meta-analysis. Lancet Glob Health. 2017;5(2):e147-56. DOI: https://doi.org/10.1016/S2214-109X(17)30006-2

Pillemer K, Burnes D, Riffin C, Lachs MS. Elder abuse: Global situation, risk factors, and prevention strategies. Gerontologist. 2016;56(suppl 2):194-205. DOI: https://doi.org/10.1093/geront/gnw004

Blay SL, Laks J, Marinho V, Figueira I, Maia D, Coutinho ESF et al. Prevalence and correlates of elder abuse in São Paulo and Rio de Janeiro. J Am Geriatr Soc. 2017;65(12):2634-8. DOI: https://doi.org/10.1111/jgs.15106

Bolsoni CC, Coelho EBS, Giehl MWC, d’Orsi E. Prevalência de violência contra idosos e fatores associados, estudo de base populacional em Florianópolis, SC. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2016;19(4):671-82 DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1809-98232016019.150184

Ally EZ, Laranjeira R, Viana MC, Pinsky I, Caetano R, Mitsuhiro S et al. Intimate partner violence trends in Brazil: Data from two waves of the Brazilian National Alcohol and Drugs Survey. Braz J Psychiatry. 2016;38(2):98-105. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1516-4446-2015-1798

Friedman LS, Avila S, Rizvi T, Partida R, Friedman D. physical abuse of elderly adults: Victim characteristics and determinants of revictimization. J Am Geriatr Soc. 2017;65(7):1420-6. DOI: http://dx.doi.org/10.1111/jgs.14794

Camacho ACLF, Alves RR. Mistreatment against the elderly in the nursing perspective: An integrative review. J Nurs UFPE online. 2015;9(suppl 2):927-35. DOI: http://dx.doi.org/10.5205/1981-8963-v9i2a10418p927-935-2015

Veloso MMX, Magalhães CMC, Dell’Aglio DD, Cabral IR, Gomes MM. Notificação da violência como estratégia de vigilância em saúde: perfil de uma metrópole do Brasil. Cien Saude Colet. 2013;18(5):1263-72. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232013000500011

Burnes D, Elman A, Feir BM, Rizzo V, Chalfy A. Courtney E et al. Exploring risk of elder abuse revictimization: Development of a model to inform community response interventions. J Appl Gerontol. 2020;733464820933432. DOI: https://doi.org/10.1177/0733464820933432

Rodrigues RAP, dos Santos AMR, Pontes MLF, Monteiro EA, Fhon JRS, Bolina AF et al. Report of multiple abuse against older adults in three Brazilian cities. PLoS ONE. 2019;14(2):e0211806. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0211806

Ministério da Saúde do Brasil. VIVA: instrutivo de notificação de violência interpessoal e autoprovocada. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2016. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/viva_instrutivo_violencia_interpessoal_autoprovocada_2ed.pdf

Mascarenhas MDM, Andrade SSCA, Neves ACM, Pedrosa AAG, Silva MMA, Malta DC. Violência contra a pessoa idosa: análise das notificações realizadas no setor saúde — Brasil, 2010. Cien Saude Colet. 2012;17(9):2331-41. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232012000900014

Lopes EDS, Ferreira ÁG, Pires CG, Moraes MCS, D’Elboux MJ. Elder abuse in Brazil: An integrative review. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2018;21(5):628-38. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1981-22562018021.180062

Couto AM, Caldas CP, Castro EAB. Home care for dependent elderly patients by caregivers with overload and stress. J Res Fundam Care. Online. 2019;11(4):944-50. DOI: http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2019.v11i4.944-950

Bernardino IM, Barbosa KGN, Nóbrega LM, Cavalcante GMS, Ferreira EF, d’Ávila S. Violência contra mulheres em diferentes estágios do ciclo de vida no Brasil: um estudo exploratório. Rev Bras Epidemiol. 2016;19(4):740-52. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-5497201600040005

Rocha RC, Cortes MCJW, Dias EC, Gontijo ED. Violência velada e revelada contra idosos em Minas Gerais-Brasil: análise de denúncias e notificações. Saúde Debate. 2018;42(4):81-94. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0103-11042018s406

Publicado

2021-04-08

Cómo citar

Pampolim, G., & Marabotti Costa Leite, F. (2021). Análisis de la violencia de repetición hacia el adulto mayor en un estado brasileño. Aquichan, 21(1), e2118. https://doi.org/10.5294/aqui.2021.21.1.8

Número

Sección

Artículos